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Edificios

IGREJA DE S. SEBASTIÃO

                                             

É o edifício religioso de maior impacto visual em toda a cidade. Situa-se no local da anterior Ermida de N. Sra. da Conceição, edificada em 1325 e que no século XIV era já Sede de Freguesia. Em 1463 a Ermida foi transformada em Igreja e dedicada a São Sebastião. O terramoto de 1755 causou-lhe grandes estragos, tendo sido posteriormente reedificada. Apresenta pórtico tardo-gótico e uma porta lateral de estilo Renascentista que foi entrada principal da anterior ermida. O interior é formado por três naves, separadas por colunas dóricas, capelas laterais e altar em talha dourada.

IGREJA DE SANTA MARIA

                                               

Templo construído entre os séculos XV e XVI e mais tarde reconstruído. No interior, destaque para as imagens de Nossa Senhora da Assunção e de Nossa Senhora da Piedade. Na sacristia existe um núcleo de imagens do século XVIII, das quais se realça a imagem do Menino Jesus com trajes da época.

IGREJA DE SANTO ANTÓNIO

                                   

Altar-mor em talha dourada resistiu ao terramoto de 1755. Edificada em 1707, foi reconstruída após o terramoto ter destruído a maior parte do edifício e da sua talha dourada. É uma construção em estilo Barroco, cuja simplicidade exterior contrasta com a riqueza decorativa do interior. A decoração em talha dourada é considerada das mais belas do País. A obra do retábulo, que sobreviveu ao terramoto, foi encomendada em 1718 ao entalhador Gaspar Martins. A restante obra de talha é atribuída ao entalhador Custódio Mesquita. O tecto, imitação de uma abóbada de berço, apresenta pintura em perspectiva, com as armas de Portugal ao centro. No altar, sobre o trono, está colocado o padroeiro Santo António, com o Menino no braço. Um silhar de azulejos azuis e brancos complementa este interior, onde predomina um forte sentido de ilusão e imaterialidade, provocada pela conjugação do brilho do ouro e do azulejo. No pavimento da igreja, a lápide sepulcral de Hugo Beaty, Comandante do Regimento de Infantaria de Lagos e responsável pela reedificação da Igreja em 1769

IGREJA DE NOSSA SENHORA DO CARMO

                                              

Edificado para uma comunidade de freiras carmelitas, o cenóbio foi fundado pelo padre Cristóvão Dias, em meados do século XVI, no local onde anteriormente existia a Ermida de Nossa Senhora da Conceição. Estudos arqueológicos revelaram vestígios da antiga ermida, demonstrando que a construção data do século XIII e que foi escavada na rocha. Assim, há 800 anos, este já era um local de culto. O antigo Convento de Nossa Senhora do Carmo, de traça maneirista, barroca, é um dos poucos edifícios que atestam a permanência de casas religiosas na cidade. De planta longitudinal com coberturas diferenciadas de duas águas (nave), cúpula com lanternim revestida a telha (capela-mor) e de três águas (sacristia), e torre sineira na prumada do coro-alto. Na capela-mor ainda existe uma janela gradeada onde as freiras assistiam ao culto. Possui retábulo do altar-mor e altares laterais em talha dourada. A sacristia apresenta lambrim de azulejo do séc. XVII. Pavimento da nave com lápides sepulcrais com datas de 1619 e 1621 das quais se destaca a do capitão e alcaide-mor d'Alvor e a de D. Manuel d'Alencastre, governador do Algarve.

ERMIDA DE S. JOÃO BAPTISTA

                                             

A ermida, de origens medievais, e referida em 1325, foi profundamente remodelada na primeira metade do século XVI. A evidente desarticulação entre a nave e a capela-mor sugere que esta pode ter sido um primitivo morabito. Implanta-se num local historicamente importante, dada a alusão a um primitivo templo de 1174. Com o terramoto de 1755 grande parte do edifício foi arrastado pelas águas. A capela-mor é o único elemento que resta da obra renascentista, apresentando planta centralizada, oitavada, com pináculos que definem os ângulos e a cúpula. A reconstrução em inícios do século XIX foi modesta e essencialmente utilitária, tendo-se alteado as paredes da nave e construído as sacristias, que, no século XX, foram adaptadas a residências particulares, integrando tanques de lavagem e a casa do aqueduto.

TANQUES DE S. JOÃO

                                            

Não se sabe ao certo a data da sua construção; provavelmente serão contemporâneos da Ermida de São João, de origem medieval, situada à sua beira. No local existia, ainda, a “mãe-de-água” do aqueduto que abastecia a cidade.

Ali se deslocavam dezenas de mulheres para lavar roupa, a da sua própria família ou de famílias mais abastadas que lhes encomendavam essa tarefa. Os sulcos existentes nas pedras que contornam os tanques evidenciam a dureza do trabalho e a frequência com que o mesmo era realizado.

ERMIDA DE NOSSA SENHORA DOS AFLITOS

                                            

Também conhecida por Ermida de São Pedro do Pulgão. Arquitectura religiosa de traça manuelina e barroca, popular, vernácula. Trata-se de uma ermida marcadamente rural, que ainda realiza procissão, no último domingo de Agosto. Presume-se ter sido edificada no séc. XV.

RUÍNAS DA ERMIDA DE SANTO AMARO

                                             

Construção do Século XIV, de planta longitudinal contrafortada a Oeste, apresenta cantarias de verga recta, cunhais que ladeavam a fachada principal e na zona da capela-mor, mostra que a cobertura era em cúpula e o altar-mor tinha um nicho.

PONTE Dª. MARIA

Provável origem Romana. Teve obras de beneficiação em 1618 e pelo terramoto de 1755 ficou arruinada.

                                            

No ano de 1796 foram consolidadas as suas estruturas e foi inaugurada com uma lápide comemorativa.                          
Em 1805 foi novamente destruída tendo havido obras de melhoramento em 1807. Em 1960 teve um novo tabuleiro.

ANTIGA ESTAÇÃO DOS CAMINHOS DE FERRO

                                           

Construído em 1924 este imóvel constitui um belo exemplar da arquitectura pública dos anos 20.

PALÁCIO DA JUSTIÇA

                                       

Também denominado por Tribunal Judicial e Tribunal da Comarca. Foi edificado em 1968 segundo planta do Arq. Luís Amoroso Lopes. Possui um painel de mármore em baixo-relevo sobre a temática da justiça, da autoria de Eduardo Sérgio.

CÂMARA MUNICIPAL DE LAGOS

                                          

Paços do Concelho

Edifício de planta rectangular, volume simples de três pisos e cobertura de quatro águas. Delimitação dos pisos com frisos em cantaria e marcação axial, através de pilastras pintadas. Andar nobre ao centro, com janela de sacada em cantaria lavrada encimada pelo brasão da cidade. No interior, ao centro do edifício, escada de lance único que se divide em dois, no acesso aos pisos superiores. Foi construído em inícios do século XIX para substituir as instalações da Câmara, localizadas na Praça do Pelourinho, e arruinadas com o terramoto de 1755. Ostenta na verga de pedra da porta principal, a data 1798, crendo-se que a referida verga integraria o conjunto das cantarias destinadas à reedificação do edifício na Praça do Pelourinho, hoje Praça do Infante, visto que só em 1832 foi tapada a Porta de São Roque, localizada no sítio onde foi erigido este edifício dos Paços do Concelho de Lagos. Edifício onde funcionaram os Paços do Concelho da autarquia. Edificado em 1798 sofreu obras de beneficiação em 1805 e em 1884 arde o seu Arquivo Municipal. Em 1987 teve obras de conservação e remodelação. Depois da inauguração do novo edifico Paços do Concelho Século XXI, em Abril de 2009, este imóvel ficou como sede da Assembleia Municipal. Possui um Salão Nobre e várias salas destinadas a exposições temáticas temporárias.

Paços do Concelho Século XXI

                                        

MERCADO MUNICIPAL

                                       

Edifício construído em 1924, partilha com o Centro de Ciência Viva uma magnífica panorâmica sobre o plano de água da doca pesca, a avenida e a baía de Lagos. No interior, o restauro realizado em 2004, integrou um painel de azulejos do artista Xana e um outro painel evocativo da poetisa Sofia de Mello Breyner Andresen.

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE LAGOS

 

                                       

Serviços: Leitura presencial de livros e publicações periódicas, empréstimo domiciliário, sala infanto-juvenil, sala polivalente, audiovisuais, atividades de animação da leitura (colóquios, palestras, ateliers, exposições, cinema, recitais)

CENTRO CULTURAL DE LAGOS

                                      

Onde se pode assistir a vários eventos recreativos e exposições ao longo do ano.

CENTRO DE CIÊNCIA VIVA

                                       

O Projeto do Centro Ciência Viva de Lagos é uma iniciativa da Câmara Municipal de Lagos, em resposta ao estímulo lançado pela Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.
A divulgação científica e tecnológica junto do grande público é o grande lema do Centro, bem como a formação de animadores e professores, o apoio às escolas, a colaboração entre instituições científicas, empresas, autarquias e instituições educativas.
A Ciência e a Tecnologia cruzam-se de modo divertido e educativo num local repleto de atividades para visitantes de todas as idades.

MUSEU MUNICIPAL DE LAGOS

                                       

Fundado em 1932, o Museu Municipal de Lagos, apresenta em exposição um vasto espólio, distribuído pelas salas de Arqueologia, Etnografia do Algarve e Colonial, Mineralogia, História de Lagos, Pintura, Numismática e Arte Sacra.
O percurso integra a visita à Igreja de Santo António, conhecida e apreciada pela riqueza da sua talha dourada barroca.
Instalado em edifício anexo à Igreja de Santo António, foi fundado em 1932, por iniciativa do seu patrono, Dr. José dos Santos Pimenta Formosinho. Desenvolveu-se através de uma conjugação de esforços, com constantes doações. As escavações arqueológicas realizadas pelo seu fundador, por Abel Viana e Octávio da Veiga Ferreira revelaram-se de extrema importância para o enriquecimento das colecções. Trata-se de testemunhos dos períodos pré e proto-histórico, romano, árabe e português. Na entrada ostenta um pórtico renascentista, originário da Igreja do Compromisso Marítimo, ao qual foi adaptado um portão de ferro executado por artistas locais. O seu vasto espólio encontra-se distribuído pelas secções de Arqueologia, Arte Sacra, História de Lagos, Etnografia do Algarve, Pintura, Numismática, Mineralogia e Etnografia Ultramarina. Possui colecções singulares e peças museográficas únicas em Portugal que, por si só, justificam uma visita.
A entrada no Museu faculta o acesso ao interior da Igreja de Santo António, uma autêntica jóia da talha dourada barroca em Portugal.

ARMAZÉM REGIMENTAL

                                     

Datada de 1665, este imóvel destinado ao armazenamento dos produtos trazidos pelas naus que aportavam a Lagos, situa-se na Praça do Infante, e ostenta na sua fachada principal, sobre cada uma das portas, um escudo de Armas do Reino do Algarve e, entre eles, a chancela do Conde de Avintes. Duas grandes portadas de madeira, encimadas por um frontão barroco, encerram o derradeiro exemplar de um conjunto de Sete Passos (oratórios) da Via Sacra que se encontravam espalhados pela cidade. Supõe-se que neste local terá existido a Igreja de S. Brás.

MERCADO DOS ESCRAVOS

                                     

Uma das localizações possíveis do primeiro mercado de escravos da Europa quatrocentista. Em 1444 chegam a Lagos os primeiros escravos trazidos de África, iniciando-se então a sua comercialização. Sabendo-se que o primeiro mercado de escravos, trazidos pelas caravelas, se realizou no Rossio da Trindade, à porta da vila, este mercado de escravos assume especial significado pelo seu carácter simbólico, enraizado na tradição popular. O 1º piso foi utilizado como Casa de Vedoria e Alfândega, Casa de Guarda e Prisão Militar. O piso térreo está agora ocupado com o Núcleo Museológico do Mercado de Escravos, instalado neste espaço no seguimento do Protocolo de Colaboração, assinado em Junho de 2010 entre a Câmara Municipal de Lagos e o Exército Português, que permitiu a cedência recíproca de imóveis situados no centro histórico da cidade. Na fachada estão gravadas as Armas do Marquês de Nisa.

FORTE DA MEIA-PRAIA

                                     

Forte da Meia Praia, também designado por Forte de S. Roque, embora o seu verdadeiro patrono seja S. José, é uma construção de arquitectura maneirista que obedece às novas características da artilharia. Planta quadrangular com rampa de aceso ao terraço. Integrado na rede de fortalezas costeiras construídas a ocidente e a oriente da cidade de Lagos para conter o assédio constante da costa por parte de piratas e corsários. Hoje situado em pleno areal da Meia Praia – antigamente na foz de uma pequena ribeira, de há muito assoreada – numa zona central da Baía de Lagos, a sua construção remonta à segunda metade do século XVII, revelando uma função de complementaridade em relação ao forte dispositivo militar da cidade de Lagos.

ARCO DE SÃO GONÇALO

                                     

Oratório edificado nos anos 40 para perpetuar a memória do Santo Padroeiro de Lagos que terá nascido em 1360, segundo a tradição, numa casa situada junto das Portas do Mar, no local onde hoje se encontra o seu nicho e imagem. Ainda jovem vai estudar para Lisboa, onde decide entrar na Ordem dos Eremitas de S. Agostinho. Estudou teologia e dedicou-se à catequese e pregação, interessando-se sempre pelo bem-estar das populações e apoiando os pobres. Aí ganhou fama de santo, pelo bem e pelos milagres que fez, quer em vida quer depois de morto. São Gonçalo de Lagos faleceu em Torres Vedras, a 15 de Outubro de 1422. Em 1778 o Papa Pio VI autorizou o culto do “Bem-aventurado” ou Beato, a Frei Gonçalo de Lagos, com honras de Santo em Portugal. Lagos  comemora, a 27 de Outubro, o dia da Cidade, em honra deste seu ilustre filho e padroeiro.

FORTALEZA PONTA DA BANDEIRA

                                      

Também conhecido por Forte de Nossa Senhora da Penha de França, Forte do Pau da Bandeira ou Forte do Registo. Construído entre 1680 e 1690, defendia o acesso ao cais e os flancos sudeste e nascente da muralha da cidade, cruzando fogo com o baluarte da Porta da Vila e com o baluarte do Castelo dos Governadores. Concebido, ao tempo, como uma das fortalezas tecnicamente mais avançadas de todo o Algarve, a planta quadrangular, os volumes relativamente baixos e paredes bem grossas nas secções viradas ao mar, evidenciam uma arquitectura militar idealizada para aproveitar a guerra de artilharia. O fosso que envolve o forte é ultrapassado por uma ponte levadiça. As guaritas cilíndricas foram introduzidas pelas campanhas de restauro efectuadas por volta de 1960. No interior, conserva-se uma pequena capela seiscentista forrada a azulejos. É um dos melhores e mais bem conservados exemplares do século XVII existentes em todo o Algarve, constituindo um autêntico ex-líbris das fortificações marítimas da antiga Praça de Guerra em Lagos. Actualmente funciona no seu interior um pólo museológico evocativo da época dos Descobrimentos e salas de exposições temporárias.

CASTELO DOS GOVERNADORES

                                       

Arquitectura militar dos séculos XIV a XVII. Situado num local onde alguns historiadores supõem ter existido uma alcáçova islâmica. Porém, a existência do Castelo de Lagos só é  confirmada, por fontes históricas,  a partir do século XIV. À primitiva alcáçova de planta poligonal, foi exteriormente adossado um baluarte da Cerca Nova renascentista. Após 1581, a secção medieval, mais fortificada, foi transformada em residência dos Governadores do Algarve, procedendo-se, então, a obras de adaptação desse espaço. A planta de Lagos desenhada por Alessandro Massay em 1617 é a mais antiga ilustração desta estrutura fortificada. Em 1850 os terrenos e os restos do complexo edificado, parcialmente arruinado pelo terramoto de 1755, foram cedidos à Misericórdia de Lagos, que, a partir de 1885, os adaptou a Hospital.

MURALHAS E BALUARTES

                                      

A região de Lagos foi ocupada por povos desde a pré-história, supondo-se que as defesas da cidade de Lagos, tiveram início com os romanos, depois ocupada por visigodos e muçulmanos.
No âmbito da Reconquista Cristã da Península, D. Sancho I conquistou Lagos por volta de 1189, mas os muçulmanos voltariam a toma-la e só no reinado de D. Sancho II, seria definitivamente recuperada aos árabes.
Lagos teve um papel importante nos período dos descobrimentos portugueses, daqui partiram, em 1419, as naus que descobriram a Madeira, em 1427, para a descoberta dos Açores e em 1434, partiu de Gil Eanes, para dobrar o cabo Bojador, mas também em 1415, saiu a expedição para a conquista de Ceuta e em 1458 e 1472, para a conquista de Alcácer-Ceguer, Arzila e Tânger.
Por volta de 1642, durante a Guerra da Restauração, foram reforçadas a defesas do castelo, cuja estrutura viria a ser muito afectada pelo terramoto de 1755. O sistema defensivo de Lagos, com poucos vestígios da fortificação medieval, está classificado como Monumento Nacional.

CONVENTO DE NOSSA SENHORA DO LORETO

                                      

Também denominado Convento de São Francisco / Convento dos Capuchos / Convento de Nossa Senhora da Glória.
Planta em L, composta por vários corpos de épocas diferentes. É possível depreender a existência do claustro através do testemunho de duas paredes em alvenaria de pedra. Chaminé barroca, de secção quadrada e ângulos moldados, remate em cúpula encimado por motivo decorativo de forma ondulante; é o único elemento decorativo alusivo ao estabelecimento do convento neste local.
O convento original foi edificado em 1518, no sopé da colina, por ordem de D. Fernando Coutinho, Bispo do Algarve, sob invocação de Nossa Senhora do Loreto. Em 1560 é fundado o novo edifício, um pouco mais acima na encosta, por motivos de insalubridade e ameaça de ruína do primeiro. Em 1910/1 recebeu um aquartelamento da Guarda Nacional Republicana e no local da igreja do convento foi construída uma cadeia, posteriormente desactivada, onde hoje funciona o LAC - Laboratório de Actividades Criativas.

CADEIA COMARCÃ DE LAGOS / LAC

                                       

Arquitectura civil prisional do século 20. Cadeia comarcã resultante das orientações contidas em projecto-tipo do Arq. Cottinelli Telmo, e realizado no âmbito do Plano de Construções Prisionais de 1941. Estabelecimento prisional para reclusos preventivos e condenados a penas de curta duração, oriundos da comarca correspondente ao concelho e de comarcas vizinhas. Confina a Este com o antigo Convento de Nossa Senhora do Loreto, em cuja primitiva cerca se inscreve. Em 2000 foi alvo de obras de adaptação para instalação e funcionamento da associação cultural LAC – Laboratório de Actividades Criativas

CASA DA DÍZIMA

                         

Inicialmente Edifício da Portagem, também foi Quartel dos Remadores da Alfândega e Casa da Dízima / Vedoria (até 1820). Construção do séc. XVII, de planta rectangular, volume simples de 2 pisos, com cobertura de 4 águas. Delimitação de pisos, na fachada principal por friso de separação. Piso térreo ritmado por 3 vãos de porta com moldura em cantaria e 2º piso por, ao centro, uma janela de guilhotina, ladeada por janelas de sacada, todas com moldura em cantaria.
Localização: Entre a Igreja de Santa Maria e o Hospital de Lagos, junto ao cais antigo da cidade.

CASA DA JANELA MANUELINA

                          

Edifício construído nos finais do séc. XVIII integrando cantarias originárias de outras edificações arruinadas pelo terramoto de 1755, nomeadamente a janela manuelina que lhe dá o nome. Funcionam neste local a Comissão dos Descobrimentos e o Centro de Estudos Gil Eanes.

RUA DA BARROCA

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Trata-se duma das ruas mais típicas de Lagos. Antes de 1960, confinava com o rio, por fazer parte do pano das muralhas que tinham ajudado a defender a cidade de algumas invasões. Tal pano de muralhas não tinha as aberturas que hoje dão acesso à Avenida. Embora fosse muito típica, era talvez, das mais empobrecidas, por ser constituída, praticamente, pelas traseiras das casas da Rua Direita e Afonso de Almeida. A rua tem o seu início no baluarte aos Socorros a Náufragos e termina no edifício dos Paços do Concelho, com a particularidade de, no seu percurso, ter de se passar sob uns arcos que suportam parte das referidas casas.

FAROL DA PONTA DA PIEDADE

                          

Este farol costeiro entrou em funcionamento no dia 1 de Julho de 1913, sendo composto por torre de secção quadrada, em alvenaria, com cunhais de cantaria, tendo dos lados leste e oeste anexos de um só pavimento, que constituíam as habitações dos faroleiros. No interior, ao centro, possui escada de caracol metálica de acesso à lanterna. A torre tinha 9 metros de altura e o aparelho iluminante era de 4ª ordem, de rotação, mostrando grupos de cinco clarões brancos de dez em dez segundos. Por fonte luminosa teve, inicialmente, um candeeiro a petróleo. Em Maio de 1952 seria electrificado, passando a ter um alcance luminoso de 15 milhas, posteriormente aumentado para 18 milhas. Em 1956 foi adquirido novo aparelho de incandescência eléctrica com passagem automática a gás acetileno. Actualmente funciona exclusivamente a electricidade, estando automatizado. Com a característica luminosa de relâmpagos simples de cor branca e período de 7 segundos, tem um alcance luminoso de 20 milhas.